Já
não ligo
Sei
perdi o ônibus
pro mundo
numa gaveta
desarrumada
da vida
Simplesmente
Livre
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Curtos
Eu deveria escrever aqui um poema sobre preguiça, mas não tenho a mínima vontade de fazê-lo agora
________________________________________
Quando John Lennon voltou a Liverpool escreveu In My Life; quando eu voltei à Sete Lagoas percebi que a cidade estava suja
________________________________________
Ando tão cansada
Que me esqueci por aí
Em algum lugar
Não sei
Não sei onde
E estou com preguiça de procurar
________________________________________
O melhor poema que escrevi não me fez sentir nada além de uma boa nota em Literatura e Redação
________________________________________
Quando John Lennon voltou a Liverpool escreveu In My Life; quando eu voltei à Sete Lagoas percebi que a cidade estava suja
________________________________________
Ando tão cansada
Que me esqueci por aí
Em algum lugar
Não sei
Não sei onde
E estou com preguiça de procurar
________________________________________
O melhor poema que escrevi não me fez sentir nada além de uma boa nota em Literatura e Redação
Randon
Tantos livros para serem lidos
Tantos sendo escritos
E ainda dizem que não há
Nada para fazer
Estantes cheias do que nunca vou ler
Por mais que eu tente
A música que não ouvi
A poesia que não li
O filme que não assisti
A pipoca que não comi
Rimas para serem descobertas
Ritmos para serem feitos
Tanto artista sem verba
Tanta gente sem jeito
O espetáculo não foi dançado
Porque a música não foi conhecida
O disco está quebrado
Junto de tanta vida
O mundo para ser descoberto
O mundo para se fazer
Dizem que tudo está feito
Sem nem saber o que já está pronto
E assim continuam insistindo
Enquanto se assiste o mesmo
Sempre o mesmo
No mesmo canal
E à mesma hora
E a rádio continua a tocar
As eternas 10 mais da semana
E assim a vida passa em shuffle,
No player alheio
Tantos sendo escritos
E ainda dizem que não há
Nada para fazer
Estantes cheias do que nunca vou ler
Por mais que eu tente
A música que não ouvi
A poesia que não li
O filme que não assisti
A pipoca que não comi
Rimas para serem descobertas
Ritmos para serem feitos
Tanto artista sem verba
Tanta gente sem jeito
O espetáculo não foi dançado
Porque a música não foi conhecida
O disco está quebrado
Junto de tanta vida
O mundo para ser descoberto
O mundo para se fazer
Dizem que tudo está feito
Sem nem saber o que já está pronto
E assim continuam insistindo
Enquanto se assiste o mesmo
Sempre o mesmo
No mesmo canal
E à mesma hora
E a rádio continua a tocar
As eternas 10 mais da semana
E assim a vida passa em shuffle,
No player alheio
Ilhas Artificiais
No meio do caos
Entre pedintes e pichações
Rodeado de carros,
Buzinas e sirenes e gritos
"Olha a água!"
"Só dois real!"
"Comprou carteira, barbeiro?"
Só outra rua a atravessar
Quando o sinal verde abrir
Um novo mundo a encontrar
A confusão ficou para trás
(e aos lados e à frente)
Aqui não há com o que preocupar
Um descanso para a mente
Em meio a essa paz
Recém-descoberta
Sinto o cheiro de verde
Árvores majestosas
Pássaros a cantar
E o som da água como sinfonia
Crianças correm entre palmeiras,
Enormes e eternas palmeiras!
Mais imponentes que todos os arranha-céus, logo ali
A sombra e a brisa me refrescam
O sol ilumina a vida
Um paraíso artificial
Construído de concreto
E, claro, natureza
Faz sorrisos se formarem
Uma ilha bem no centro da loucura
Para se fugir do estresse
Quebrar a rotina
Após mais só outro dia
Na cidade grande.
Entre pedintes e pichações
Rodeado de carros,
Buzinas e sirenes e gritos
"Olha a água!"
"Só dois real!"
"Comprou carteira, barbeiro?"
Só outra rua a atravessar
Quando o sinal verde abrir
Um novo mundo a encontrar
A confusão ficou para trás
(e aos lados e à frente)
Aqui não há com o que preocupar
Um descanso para a mente
Em meio a essa paz
Recém-descoberta
Sinto o cheiro de verde
Árvores majestosas
Pássaros a cantar
E o som da água como sinfonia
Crianças correm entre palmeiras,
Enormes e eternas palmeiras!
Mais imponentes que todos os arranha-céus, logo ali
A sombra e a brisa me refrescam
O sol ilumina a vida
Um paraíso artificial
Construído de concreto
E, claro, natureza
Faz sorrisos se formarem
Uma ilha bem no centro da loucura
Para se fugir do estresse
Quebrar a rotina
Após mais só outro dia
Na cidade grande.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Queimadas
Mesma foto sem flash, a unica luz é o fogo.
Começaram as queimadas de novo. Já não bastaram todas que tivem no ano passado, ano recordista em numero de incendios florestais (foram 19,9mil até setembro), e mesmo com a seca a principal causa foi a ação humana, este ano parece que as coisas já estão piorando de novo. A BR-040 já tem algumas areas queimadas, lembro no ano passado a estrada estada praticamente preta, quase não se via mais nada verde.
foto de longa exposição das luzes da cidade e da queimada.
Como evitar queimadas, só relembrando:
1 - Antes de pôr fogo no pasto ou lavouras, procurar o escritório do Instituto Estadual de Florestas (IEF) para obter autorização a fim de fazer a queima controlada
2 - Abrir aceiros (estradas) em torno das propriedades rurais é importante para impedir a propagação do fogo
3 - Jogar cigarro aceso na beira da estrada é perigoso, pois o vento ajuda a espalhar o fogo no capim seco
4 - Evitar acender fogueira no mato. Só em último caso e assim mesmo com toda a segurança
5 - Quem trabalha no campo não deve esquentar marmita em locais próximos à vegetação alta e seca
6 - Não fazer rituais, principalmente acendendo velas, perto ou em áreas de preservação ambiental
7 - Evitar fazer churrascos perto de unidades de conservação, como parques, reservas e outros
Obs: as fotos são de setembro do ano passado
Melhor que amarrar os lençois
Uma tarde qualquer
A toa andava de trem
não me lembro para onde
ou por quê
De repente te vi ali
tão perdido quanto eu
tão sozinho quanto eu
Papo banal, para passar o tempo
para tirar o eterno tédio de minha vida
por alguns instantes
E aí então senti algo diferente
senti poder falar contigo
falar sobre mim
sobre o mundo
sobre tudo
Rimos, brincamos, até mesmo cantamos
Não me lembro da ultima vez que tanto falei
com um desconhecido, nunca
mas nem mesmo com amigos
Sabia poder confiar em ti
só não sei porque eu sabia
A vida então perdida
ganhou novas paisagens
(as que passavam
rápido
pela janelo ao lado
já não satisfaziam)
Iámos para o mesmo lugar
Vindo da mesma direção
Sentado ao meu lado
Erámos como Jesse e Celine
mesmo eu não sabendo seu nome
ou tu como me chamar
Não era preciso
eu estava bem ali
-junto a ti-
Nosso caminhos podem nunca se cruzarem de novo
Acreditar nisso seria utopia adolescente
Mas o que somos então?
Dois perdidos no mundo
Indo na mesma direção
e dando sentido à vida do outro
entre algumas paradas
em uma tarde qualquer
para sempre em minha lembrança
não me lembro para onde
ou por quê
De repente te vi ali
tão perdido quanto eu
tão sozinho quanto eu
Papo banal, para passar o tempo
para tirar o eterno tédio de minha vida
por alguns instantes
E aí então senti algo diferente
senti poder falar contigo
falar sobre mim
sobre o mundo
sobre tudo
Rimos, brincamos, até mesmo cantamos
Não me lembro da ultima vez que tanto falei
com um desconhecido, nunca
mas nem mesmo com amigos
Sabia poder confiar em ti
só não sei porque eu sabia
A vida então perdida
ganhou novas paisagens
(as que passavam
rápido
pela janelo ao lado
já não satisfaziam)
Iámos para o mesmo lugar
Vindo da mesma direção
Sentado ao meu lado
Erámos como Jesse e Celine
mesmo eu não sabendo seu nome
ou tu como me chamar
Não era preciso
eu estava bem ali
-junto a ti-
Nosso caminhos podem nunca se cruzarem de novo
Acreditar nisso seria utopia adolescente
Mas o que somos então?
Dois perdidos no mundo
Indo na mesma direção
e dando sentido à vida do outro
entre algumas paradas
em uma tarde qualquer
para sempre em minha lembrança
domingo, 10 de agosto de 2008
Ouvindo: Two Gallants
Um duo de São Francisco. Fazem uma mistura de folk com blues acustico, excelente. O batera, Tyson Vogel, é um dos melhores que já ouvi, sem zoação.

A banda tem dois discos e um EP lançados pela Saddle Creek ( a mesma do Bright Eyes, do Desaparecidos, do Tokyo Police Club e do Sorry About Dresden, para quem não conhece, vale a pena procurar compilações da SC, sempre excelentes suas bandas) e um, de 2004, pela Alive Records.
Na primeira vez que ouvi Nothing to you fiquei obcecada pela música, e no dia seguinte já sabia cantarolar quase todas as músicas do primeiro disco, The Throes, quando achei que não podia ficar melhor, ouvi o segundo, What the toll tells, que já começada com a excelente Las cruces Jail. Virei fã naquele minuto. Para quem não conhece, recomendo essas duas músicas para começar a entrar no mundo da música crua desta banda. A bateria é quebradaça, e o vocal perfeito, às vezes gritado, às vezes cantando do Adam Stephens, casa perfeitamente com a sua guitarra.
"Well I spent last night in Las Cruces Jail.
Raining hail, born to fail.
Nobody come for to go my bail.
Sun, don't you rise no more."
Site Oficial: http://www.twogallants.com/

A banda tem dois discos e um EP lançados pela Saddle Creek ( a mesma do Bright Eyes, do Desaparecidos, do Tokyo Police Club e do Sorry About Dresden, para quem não conhece, vale a pena procurar compilações da SC, sempre excelentes suas bandas) e um, de 2004, pela Alive Records.
Na primeira vez que ouvi Nothing to you fiquei obcecada pela música, e no dia seguinte já sabia cantarolar quase todas as músicas do primeiro disco, The Throes, quando achei que não podia ficar melhor, ouvi o segundo, What the toll tells, que já começada com a excelente Las cruces Jail. Virei fã naquele minuto. Para quem não conhece, recomendo essas duas músicas para começar a entrar no mundo da música crua desta banda. A bateria é quebradaça, e o vocal perfeito, às vezes gritado, às vezes cantando do Adam Stephens, casa perfeitamente com a sua guitarra.
"Well I spent last night in Las Cruces Jail.
Raining hail, born to fail.
Nobody come for to go my bail.
Sun, don't you rise no more."
Site Oficial: http://www.twogallants.com/
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Poeminha a toa
O temível demónio
Que tudo destruiu
E sempre destruirá
Não passa de apenas
Um medo bobo
Pueril...
Para que toda a minha rebeldia
Tenha uma razão e um motivo
Manter-me são
Por aí
Sem me perder
Sem me envolver
Tentar criar
Além do que já ruiu
Porém continuo andando
Apavorado
Sem saber
Para onde ir
O que fazer
Sem ideia de como agir
Sendo assim muito mais fácil
Ou pelo menos
Mais simples
Invertar a verdade
Que sou herói rebelde
Só mais um a viver
E que tenta viver
Lutar
Estar
Resistir
Em meio de tudo que vejo
Sem meus olhos
Mas com minha mente
Que tudo destruiu
E sempre destruirá
Não passa de apenas
Um medo bobo
Pueril...
Para que toda a minha rebeldia
Tenha uma razão e um motivo
Manter-me são
Por aí
Sem me perder
Sem me envolver
Tentar criar
Além do que já ruiu
Porém continuo andando
Apavorado
Sem saber
Para onde ir
O que fazer
Sem ideia de como agir
Sendo assim muito mais fácil
Ou pelo menos
Mais simples
Invertar a verdade
Que sou herói rebelde
Só mais um a viver
E que tenta viver
Lutar
Estar
Resistir
Em meio de tudo que vejo
Sem meus olhos
Mas com minha mente
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Tentando entender
Invadiram minha foto
Vacaciones over!

Tantas belezas naturais
Dignas de cartões postais
Tão lindas
Aqui.. tão reais
O ar puro da graça divina
A Paz agora ilumina
À nova menina
Primeira vez em grandes altitudes
Surpresa com a própria atitude
Descobrir um novo mundo aos seus pés
Com seus pés...
Tanta subida vale
Tantas subidas e vales
Para finalmente chegar
Em seu interior lar
Marina Bastos Tôrres
Assinar:
Postagens (Atom)













