
Acabei de ver o Batman, na estreia, primeira sessão
Excelente, longo, aterrorizante, mas excelente.
Chorei na cena em que o Coringa ameaça a Rachel, foi tão estranho ver o Heath e a Maggie na cena, e saber que eles nunca vão estar próximos de novo. Outra cena que quase chorei foi em uma hora que o Coringa falou 'Eu adoro o meu trabalho', sei lá, juro que foi estranho ver o Heath falando aquilo na boca de seu ultimo derradeiro personagem.

Aqui está a minha homenagem ao Heath, dois poemas que escrevi na semana que ele morreu, mas nunca tive onde postá-los. Talvez, agora, quando finalmente foi fechado seu trabalho, sua conclusão, seja uma boa hora para postá-lo. Sei que ainda tem outro filme para estrear, mas vejo o Batman como o fim do ciclo, o Coringa será o personagem pelo qual ele sempre será lembrado, não mais Ennis Del Mar ou Patrick Verona.

Pode ser só uma besteira de fã, mas acho que devo esta homenagem a um dos meus atores preferidos de todos os tempos. Então, aqui vão os meus poemas:
Heath
Começou cinza, o dia
Outro pesadelo durante a insônia
O meu suor frio insistia
Outra luz apagava-se
O mundo desabava lá fora
Enquanto eu procurava por más noticias alheias
Para justificar minha inexplicável angústia
Mas parecia mais inexplicável
O que mais tarde eu saberia
Piadas de mal gosta sobre seu grande trabalho
A vida de um astro como atalho
Estúpidas manifestações preconceituosas,
Ninguém realmente se importa?
De que adianta outro James Dean sem vida?
Grandes filmes para a eternidade
Sei que continua vivo na Matilda
Só preferia que também na realidade
Como em sua primeira peça será eternamente jovem
Ou o cara do filme preferido para as tardes a toas
Como eu queria que fosse apenas outra história
Para espantar falsas demônios
E sair com a vitória
A paixão adolescente
E o sonho de rebeldia
Que nem mais me lembro
Já haviam se apagado
O, então, ator elogiado
Roubava corações e cenas
E nos trazia alegria
Fugir dos seguranças da escola
Enquanto a banda tocava
- I love you baby-
Devia ser bem diferente
De que se esquivar dos flashes
Por onde sua vida andava
Com uma criança no colo,
Um polêmico filme nas costas
E a vida real que levava
Dois anos passaram tão rápido
Mas sei que muitas vidas influenciou
A tela está vazia
Como o mundo parece estar
Agora que não está lá
Juro que ainda não entendi
Nem sei o que há para se entender
Diferente do filme
Só há algo que odeio em você
Que é não saber a verdade
Dos bastidores da vida do grande ator
Mas talvez eu só mesmo tenha medo de saber.
(26/01/2008) Marina Bastos Tôrres

Heath Eterno
Assim, você será eternamente jovem
Seu lindo e cativante sorriso continuará sempre nos lábios da criança
Igual aos risos e aos choros que me tirou na frente das telas
Só que agora é extremamente difícil assisti-lo
E saber realmente que não está ali,
E nem nenhum de seus personagens
Poderá tirar minha angústia
De que toda a ficção,
E também a realidade,
Acompanhada por filmes e fotos
São apenas memórias de sua vida
Agora
Conhecer sua vida por conjuntos de imagens
Que registraram poucos acontecimentos
Parece-me tão mínimo
Diante de tudo que poderia ter realizado
Mas como teve que ir
Ficarei eternamente grata
Por tudo que deixou para esse mundo
As manhãs com a sorridente criança que traz de volta a felicidade que você tanto nos deu
Alegria minha e de muitos de tardes com pipoca
Noites de comoção e lágrimas na poltrona ou no sofá
Mas agora que a madrugada fria e escura nos alcança
E vejo que uma vida passou tão rapidamente,
Rezo para que em uma ensolarada praia,
Como as de sua terra natal,
Você esteja vendo um novo dia amanhecer
Uma nova luz a acender
E brevemente brilhar
Em rumos tão diferentes daqueles que te amam
E aqui seguem.
E que para nós
Quando a luz se apagar,
Não só se fazer silencio,
Pois um novo filme vai começar,
Mas lembrar que por trás de cada imagem transmitida
Existem ali grandes vidas
Que também devem ser admiradas
Portanto,
Todo o seu trabalho
De divertir, contagiar
E realmente emocionar o mundo
Deve sempre se lembrado
E usado para nos tirar dessa angustia
Que agora sentida em revê-los,
Mas que também sei que
São alguns poucos registros de sua bela,
E agora eterna,
Vida.
Marina Bastos Tôrres

"Got to be a joker
He just do what he please" John Lennon
Heath Andrew Ledger
(04 de Abril de 1979 - 22 de Janeiro de 2008)

3 comentários:
Também fiquei muito triste quando Heath morreu, lamentável.
E estou louco para assistir o novo Batman ^^
Heath sempre!!
Blog massa!
Marina
simplesmente LINDO seus poemas.
até chorei, sério.
Na época da morte do heath eu fiquei bem triste, e agora com o lançamento do Dark Knight eu fiquei mais ainda.
ator perfeito, simplesmente perfeito, merecd 10, 15, 30 oscars, merece um reconhecimento incalculável.
;/ Parabéns, adorei mto os poemas.
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