quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Ilhas Artificiais

No meio do caos
Entre pedintes e pichações
Rodeado de carros,
Buzinas e sirenes e gritos
"Olha a água!"
"Só dois real!"
"Comprou carteira, barbeiro?"
Só outra rua a atravessar
Quando o sinal verde abrir

Um novo mundo a encontrar
A confusão ficou para trás
(e aos lados e à frente)
Aqui não há com o que preocupar
Um descanso para a mente
Em meio a essa paz
Recém-descoberta
Sinto o cheiro de verde
Árvores majestosas
Pássaros a cantar
E o som da água como sinfonia
Crianças correm entre palmeiras,
Enormes e eternas palmeiras!
Mais imponentes que todos os arranha-céus, logo ali
A sombra e a brisa me refrescam
O sol ilumina a vida
Um paraíso artificial
Construído de concreto
E, claro, natureza
Faz sorrisos se formarem

Uma ilha bem no centro da loucura
Para se fugir do estresse
Quebrar a rotina
Após mais só outro dia
Na cidade grande.

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